segunda-feira, 18 de maio de 2009


A FESTA DO FOLCLORE
(Maria Hilda de J. Alão)


No mundo das lendas e dos mitos do Brasil havia um grande alvoroço. Estava chegando o dia de festejar o Folclore brasileiro. A Mula-sem-cabeça, agitada, preparava as bandeirinhas coloridas, o Saci-pererê, que havia prometido ajudar, fazia suas peraltices trançando as crinas dos cavalos das fazendas, quando se lembrou da promessa correu para ajudar a Mula a enfeitar o terreiro. Ele dizia:

- Comadre Mula-sem-cabeça, eu não sei se vai vir muita gente. Hoji está tudo tão isquisito!

A Mula-sem-cabeça, cortando as bandeirinhas, perguntou:

- Por causa de quê, compadre ?

- Minina, tu num sabe não? O pessoal desse país anda inventando umas festanças que eu não sabia que inxistia. Um tal de Dia das Bruxas. Você conhece, aqui nu Brasil, essa tal de Bruxa?

- Nunca ouvi falar dessa tal senhora. – respondeu a Mula-sem-cabeça.
Foi neste momento que chegou o Boitatá e ouviu boa parte da conversa. Ele disse:

- Meu amigo lobisomem me disse que ela é dama da terra de uns gringos. Ele também não entende porque ensinam as crianças a festejar um costume que não é do povo brasileiro.

Estavam nesta conversa animada quando chegou o Curupira. Ele trazia a carne para o churrasco que não deve faltar em qualquer festa. O Lobisomem chegou avisando que antes do sol nascer ele teria de voltar para casa. O Negrinho do Pastoreio veio lá do Rio Grande do Sul montado num cavalo baio.

O terreiro estava lindo. O trabalho dos personagens folclóricos ficou perfeito. Faltava a luz para iluminar tudo, pois chegariam muitas crianças. O Saci deu a ordem:

- Dona Mula-sem-cabeça, acenda as tochas com o seu fogo!

Ela obedeceu. O terreiro ficou claro como o dia. A meninada começou a chegar. As crianças foram sentando e, curiosas, perguntavam, umas às outras, como seria o saci, o boitatá, o lobisomem. Elas nunca viram nenhum deles. Todas sentaram-se e abriu-se a cortina do palco. O Saci apareceu. As crianças bateram palmas e diziam:

- Ele é igualzinho que aparece nos livrinhos de histórias. É tudo igualzinho.

O Saci se curvou para agradecer e disse em voz alta:

- Meninada, vai cumeçá a festa do folclore!

E surgiu o Boitatá, grande cobra de fogo. O Curupira, com seus pés para trás, sentou no chão do palco e narrou as suas aventuras em defesa das matas e dos animais. O mesmo fez o Lobisomem e o Negrinho do Pastoreio. A história dele é muito bonita, pois Nossa Senhora o salvou dos maus tratos que ele sofria na fazenda. Os olhos da garotada ficaram cheios de lágrimas de tanta emoção. – Ainda bem que Nossa Senhora cuida das criancinhas! – disse uma delas enxugando os olhos com a manga da blusa.

Conhecida a lenda de todos, o Saci anunciou a segunda parte da festa. Era o momento das cantigas e das danças. E como foi bonito ver as crianças, vestidas com roupas alusivas à data, cantando e dançando, mostrando a riqueza do folclore do Brasil.


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